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Olá, mundo: Primeiro post do Blog do BR Partners

Sejam bem-vindos ao nosso blog!

Criamos esse espaço para dividir cada vez mais informações com nossos seguidores e clientes sobre atividades e notícias do banco, para manter um repositório de conteúdos sobre o mercado financeiro em geral e a área de investment banking em particular, e para escrever sobre temas caros a missão institucional que seguimos desde nossa fundação: atender, sem conflitos de interesse, às demandas de quem confia no nosso trabalho.

As postagens produzidas aqui irão seguir cinco grandes categorias editoriais:

Dicionário de Negócios: Dos termos utilizados no mercado até importantes operações financeiras, esse espaço será um repositório de explicações para quem deseja saber mais sobre as principais áreas com as quais trabalhamos. 

Artigos: Um espaço para ir um pouco além e discutir insights sobre temas do mundo corporativo e da economia, e como se relacionam com o setor de investment banking.

Notícias: Tudo sobre as últimas atualizações das nossas ações institucionais – de negócios fechados até resultados obtidos. 

Briefing BR Partners: Essa área será dedicada a insights relacionados a interseção entre conjuntura econômica e o mercado de investment banking, com explicações sobre como as notícias e contextos em que vivemos afetam o mundo dos negócios, e as melhores formas para navegar as mudanças que a economia passa diariamente.

Conheça BR Partners: Por fim, um pouco do dia-a-dia, das curiosidades e do funcionamento do BR Partners e da atuação da nossa incrível equipe.

E, a partir de hoje, teremos atualizações semanais por aqui.

Volte sempre – e seja bem-vindo novamente!

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‘Vamos todos sair mais pobres desta crise’, diz presidente do BR Partners

Enquanto entes políticos brasileiros brigam, a crise sanitária do coronavírus se agrava no Brasil e empurra a economia global para a pior crise desde a Grande Depressão de 1929. Para o presidente do banco de investimento BR Partners, Ricardo Lacerda, é a hora de o brasileiro decidir prioridades: “A gente quer governos polarizando questões técnicas ou tentando amenizar um pouco a gravidade da situação, como a gente vê em outros países?”

Buscar confluências é essencial até porque o executivo vê uma realidade imutável em relação à pandemia: “Todos sairemos mais pobres desta crise.” Nesse sentido, ele diz que é necessário mostrar que existe capacidade técnica no Brasil para lidar com o problema. Assim, quem sabe, o capital externo pode voltar ao País. “Precisa haver esforço para recuperar o interesse estrangeiro pelo nosso ambiente de negócios.”

Outra questão que preocupa o mercado financeiro atualmente – uma eventual saída do ministro da Economia, Paulo Guedes – também deixa Lacerda apreensivo. “O Paulo Guedes é hoje o grande fiador de redução do tamanho do Estado, de tentar coibir os abusos fiscais nesse tempo de pandemia. Acho que uma troca ministerial nesse momento seria uma solução péssima”, disse, durante a série de entrevistas ao vivo “Economia na Quarentena”, do Estadão.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Temos de analisar que vivemos três crises: sanitária, econômica e política. A crise sanitária é uma crise global e grave, sobre a qual existe muita incerteza. Não é uma coisa feita contra o Brasil, não é armada, está custando vidas e é cercada de incertezas. A crise econômica também é grave e se manifesta numa retração do PIB (Produto Interno Bruto) muito violenta, como a gente não viu desde a Depressão de 1929. As previsões são de que o PIB deve se contrair entre 10% a 20% no segundo trimestre e, no ano, de 5% a 10% – o Brasil aí incluído. E isso impactou a dinâmica da dívida pública dos países, a dívida das empresas e das pessoas físicas. Todos sairemos mais pobres dessa crise. Para entender a crise política, é preciso voltar às duas últimas eleições presidenciais no Brasil, nas quais vimos muita polarização. Houve uma escalada da agressividade verbal. Essa divisão continuou durante o mandato do presidente Bolsonaro. E vemos claramente a intenção de adotar um discurso para agradar um público muito fiel que pode garantir, pelo menos, a participação (de Bolsonaro) no segundo turno das eleições de 2022. Mas essa polarização tem causado muita insegurança nessa.

Como o sr. avalia o combate da crise até aqui?

Há algumas boas notícias – temos visto algumas reaberturas pelo mundo, uma estabilização do número de casos em vários países asiáticos. Estamos também vendo protocolos de tratamento e imunização do coronavírus bastante promissores. Então é possível que a gente entre em um ambiente ainda mais favorável. Na questão econômica, a atuação do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), que fez uma injeção muito violenta de dinheiro na economia. E isso levou o mercado financeiro a alguma recuperação. Com relação à questão política, é difícil vermos alguma coisa positiva. A crise econômica é agravada pela crise política.

Ao que parece, o governo federal vê o combate à crise de saúde e a recuperação econômica de forma dissociada. Neste momento, o foco deveria ser a crise sanitária?

Nós já vivemos um ambiente de enorme incerteza. Na medida que as autoridades causam mais incerteza ainda, é um problema. Todo mundo entende que a dívida pública cresce, que vai haver um novo normal no que se refere ao endividamento. Porque todo mundo entende que tem de se gastar o que for necessário para salvar o máximo de vidas. Confundir a agenda de combate à pandemia com agenda ideológica gera insegurança nos investidores e nos empresários. Se a saída da crise vai se dar parcialmente pelo investimento, esse é o caminho errado.

O câmbio vem batendo recordes atrás de recordes. O que isso nos diz sobre o Brasil de hoje?

O câmbio está extremamente desvalorizado. Deveria estar em R$ 4,60 ou R$ 4,80, e não a R$ 5,70. O governo tomou a decisão acertada de fazer uma injeção de capital grande na economia, reduzindo juros. Isso foi conduzido de forma impecável. Foi feito o que podia ser feito. E quando se faz uma redução de juros na magnitude que fizemos, a coisa tem de desaguar para outro lado. E esse lado foi o câmbio. É inevitável, mas também acho que o governo tem subestimado a questão do câmbio. E isso acabou dando origem à percepção de que o governo não iria defender a moeda. Essa volatilidade do real pode custar em termos de credibilidade com investidores.

Quando você tem um real três ou quatro vezes mais volátil do que outras moedas emergentes, o investidor se assusta. E se pergunta se, para correr esse risco, eu vou ter de cobrar um prêmio maior? E tem a questão fiscal. A gente vinha num cenário de recuperação da disciplina fiscal. Esse cenário foi para o espaço com os efeitos da pandemia. O que preocupa é o oportunismo político para promover gastos desnecessários. Com a crise política, vai ficando mais evidente que o governo vai usar seu capital para garantir sua governabilidade e reeleição, e menos para garantir a agenda original de redução do tamanho do Estado.

Eu acho que no curtíssimo prazo não há ambiente para elas. Agora é enfrentar a pandemia, recuperar a economia e garantir a governabilidade até o fim do mandato atual. A reforma tributária está bastante amadurecida, enquanto a administrativa está mais atrasada. Vamos ter de passar a crise para recuperar esse debate. Isso que desencoraja muito o investidor estrangeiro. O Brasil está criando um histórico de decepcionar na questão econômica e política. A eleição do Bolsonaro trouxe entusiasmo com uma equipe econômica de viés liberal – e de novo essa promessa não se materializou. Precisa haver esforço para recuperar o interesse estrangeiro pelo nosso ambiente de negócios. O investidor olha e diz: o Brasil com mais um ruído, mais uma declaração esdrúxula que reverbera mundo afora? E pensa melhor.

O mercado financeiro diz temer uma eventual saída do Paulo Guedes (ministro da Economia). Isso pode piorar a crise econômica?

Certamente. O Paulo Guedes é hoje o grande fiador de redução do tamanho do Estado, de tentar coibir os abusos fiscais nesse tempo de pandemia. Acho que uma troca ministerial nesse momento seria uma solução péssima. Eu vejo com muita preocupação uma eventual saída do Paulo Guedes.

Não sou especialista nisso. Mas eu miraria muito nos exemplos de fora, onde foi feito o que tinha de ser feito, por um curto período de tempo, para evitar uma absoluta calamidade. Onde precisou ter lockdown, teve. Estamos vendo muitos desses países já voltando ao normal. Essa decisão tem de ser remetida aos epidemiologistas e aos cientistas. A gente precisa ter um caminho. Vamos fazer o lockdown? Vamos fazer, não vai ser o fim do mundo. Quem vai definir isso não vai ser o governo federal ou o estadual, vai ser o vírus, a gravidade da situação sanitária. Eu não minimizaria o problema. Até porque minimizar gera mais desconfiança, mais incerteza e atrasa a recuperação econômica. Acho que se vulgarizou demais essa discussão, com disputa entre populistas de um lado e oportunistas de outro. As pessoas têm de avaliar: a gente quer governos polarizando questões técnicas ou tentando amenizar um pouco a gravidade da situação, como a gente vê em outros países?

Alguns setores da economia, como as companhias aéreas, têm expectativa de conseguir ajuda subsidiada do governo. Como o sr. vê isso?

Muitos países têm auxiliado empresas durante a pandemia no sentido de tentar manter empregos e a atividade econômica. É natural que se avalie esse tipo de medida. É preciso tomar cuidado para que, se isso for feito no Brasil, não se beneficie um ou outro, mas que se aplique os recursos muito escassos para ajudar um pouco a economia. Vejo riscos enormes. Se olhar o governo do PT, até 2008, tinha uma política fiscal relativamente disciplinada. A partir de 2010, o PT descobriu como fazer uso do recurso de bancos públicos para dar incentivos para determinados grupos. Acabou tomando gosto pela coisa e isso resultou numa explosão do déficit fiscal, numa política que basicamente quebrou o País. A gente tem histórico de fazer uso desses expedientes de uma maneira que não é adequada.

Originalmente publicado no Estadão em 19/03/20. Link: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,vamos-todos-sair-mais-pobres-desta-crise-diz-presidente-da-br-partners,70003308004

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BR Partners lidera rankings de M&A e emissão de CRIs no 1º semestre de 2020

O primeiro semestre deste ano foi muito desafiador, porém com ótimos resultados para o BR Partners. Ficamos em 1º lugar no ranking de fusões e aquisições (M&A) por valor total, segundo o ranking da Transactional Track Record (TTR), com um volume total de R$4,8 bilhões em operações realizadas. Também ficamos em 1º lugar no ranking de emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A liderança do BR Partners é resultado da excelência das nossas equipes de M&A e mercado de capitais, assim como do crescimento expressivo da nossa atuação em estruturação e venda de títulos híbridos e de renda fixa nos últimos anos.

Agradecemos a todos nossos colaboradores e equipe pelo sucesso obtido. O desafio de navegar com sucesso a crise causada pelo novo coronavírus demonstra nossa grande capacidade de adaptação, e iremos continuar trabalhando duro nesse segundo semestre para auxiliar nossos clientes a conquistarem seus objetivos.

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BR Partners é premiado pela Euromoney

O BR Partners ganhou em julho deste ano o prêmio Euromoney de Melhor Banco de Assessoria Financeira da América Latina. É a segunda vez que ganhamos esse prêmio, sendo a primeira no ano de 2016.

A Euromoney Awards for Excellence é uma premiação concedida desde 1992 pela revista britânica Euromoney, uma das mais importantes do mundo no setor financeiro. Essa premiação é separada em 25 categorias, com grande foco no mercado financeiro da América Latina.

Desde nossa fundação, em 2009, iniciamos nossos serviços em assessoria financeira e de mercado de capitais. Com um sucesso inicial na assessoria de fusões e aquisições, em 2012 abrimos uma corretora e um banco de investimento, dando início assim a atuação como instituição financeira.

Hoje o BR Partners é um dos principais bancos de investimento independentes do Brasil, tendo já participado de mais de 120 M&As – um valor de operações que soma mais de R$250 bilhões.

Sobre a premiação, nosso fundador e atual CEO, Ricardo Lacerda,  declarou: “Este prêmio é fruto do trabalho árduo da nossa equipe técnica, que sempre colocou o cliente em primeiro lugar. Estamos sempre buscando nos atualizar sobre as condições do mercado para fornecer os melhores produtos e serviços em nossa companhia.”

O BR Partners agradece a todos os seus colaboradores, acionistas e clientes pela conquista.