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O que é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC)?

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é um instrumento criado em 1995 que fornece uma proteção aos correntistas e investidores em diversas aplicações de renda fixa. Esse fundo permite ao correntista ou investidor recuperar seus ativos aplicados em instituições financeiras em caso de falência, intervenção ou liquidação de tais instituições.

O FGC é uma entidade privada e sem fins lucrativos, constituída por um conjunto de instituições financeiras, tais como Caixa Econômica Federal, bancos comerciais, bancos de investimento, associações de poupança e sociedades de crédito. Essas instituições contribuem com um percentual de 0,0125% do total dos valores transacionados nas aplicações que têm a cobertura do fundo.

Caso o dinheiro precise ser devolvido ao investidor, o fundo não estipula um prazo de devolução, apesar de dizer que os investidores que aplicaram em bancos médios irão receber apenas depois de um prazo de 30 a 45 dias. A média do prazo de pagamento em casos de instituições liquidadas é de 3 meses.

O FGC cobre até R$ 1 milhão por CPF a cada período de quatro anos, sendo que o máximo que é coberto por instituição é R$ 250 mil. Ou seja, um investidor estará coberto pelo FGC se ele investir até R$ 250 mil em quatro conglomerados financeiros diferentes em um período de quatro anos. Se ele passar disso, essa aplicação adicional não será coberta pelo fundo. Passados esses quatro anos, ele poderá voltar a investir em ativos cobertos pelo FGC, desde que faça isso em instituições em que ele ainda não atingiu o teto de R$ 250 mil.

Ativos cobertos pelo FGC

As aplicações que são cobertas pelo FGC são as seguintes:

– Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

– Letras de Crédito de Agronegócio (LCA)

– Letras de Câmbio (LC)

– Letras Hipotecárias (LH)

– Certificados de Depósito Bancário (CDB)

– Recibos de Depósito Bancário (RDB)

– Caderneta de poupança

– Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE)

– Depósito à vista ou sacáveis mediante aviso prévio

– Operações compromissadas que possuem como objeto títulos emitidos após 8 de março de 2012 por empresa ligada

– Depósitos mantidos em contas movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares.

Ativos não cobertos pelo FGC

Algumas das aplicações que não são cobertas pelo FGC seguem abaixo:

– Depósitos ou empréstimos captados no exterior

– Depósitos judiciais

– Debêntures

– Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)

– Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)

– Tesouro Direto

– Aplicações na bolsa de valores

– Letras Imobiliárias Garantidas (LIG)

– Depósitos em fundos de pensão, fundos de investimento, créditos de sociedades seguradoras, de sociedades de capitalização e de clubes de investimento.

Conclusão

Os objetivos do FGC são de (i) proteger depositantes e investidores, até os valores limites estabelecidos; (ii) ajudar a manter a estabilidade do sistema financeiro; (iii) auxiliar na prevenção de crises bancárias.

Esses objetivos são cumpridos, uma vez que o FGC traz liquidez às instituições financeiras pelo fato de fornecer segurança aos investidores. Os investidores sabem que mesmo em caso de quebra do banco ou da corretora, o fundo garante o retorno do dinheiro a ele. Esse tipo de instrumento é mais do que necessário para fornecer estabilidade econômica ao país.

Se você está começando a investir e quer ter segurança na sua aplicação, então ativos que garantam o FGC são talvez as melhores alternativas disponíveis.

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Entenda o que é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

Muitos mercados precisam de um órgão regulador para funcionarem bem. Caso contrário, se existirem falhas de mercado, haverá muita gente insatisfeita com o produto negociado (sejam elas compradoras ou vendedoras). No mercado financeiro, por exemplo, talvez a principal falha que pode existir é a de assimetria de informação.

O emissor de um papel pode não ter a informação suficiente para saber se o comprador desse papel é uma pessoa confiável, que irá honrar com seus compromissos. Da mesma forma, o comprador do papel pode não possuir informação suficiente a respeito desse ativo, de modo que ele acabe saindo no prejuízo.

Para minimizar esse ruído, e impedir o mal funcionamento do mercado financeiro, existe a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ela é um órgão regulador desse mercado.

Mas antes de adentrarmos na explicação sobre o que exatamente faz a CVM, precisamos saber o que são valores mobiliários.

Valores mobiliários

Um valor mobiliário não é nada mais do que um título de propriedade ou de crédito que pode ser emitido por um órgão público ou por entidades privadas. Ele indica propriedade ou crédito a quem o detém. Toda negociação de valor mobiliário deve ser regulamentada pela CVM.

Existem vários tipos de títulos com várias características diferentes. Alguns deles são:

  • Ações
  • Debêntures
  • Certificados de depósitos, tais como os Certificados de Depósitos Bancários (CDB)
  • Cupons cambiais
  • Cotas de fundos de investimento
  • Derivativos

Agora que você já sabe o que são valores mobiliários, vamos explicar alguns detalhes da CVM.

O que é a CVM?

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma instituição federal vinculada ao Ministério da Economia. Mas apesar de ser vinculada a esse ministério, o governo federal não possui nenhuma autoridade hierárquica sobre ela. Isso porque a CVM é uma autarquia, isto é, uma instituição autônoma e independente.

Ela foi criada em 1976 para fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil. Seu objetivo é fiscalizar, disciplinar, normatizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários brasileiro, aplicando punições aos agentes que descumprirem as regras estabelecidas.

O colegiado da CVM é formado por um presidente e quatro diretores, com mandato de cinco anos, nomeados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado. Para ser um membro do colegiado, é preciso ter reconhecida experiência e conhecimento na área. Junto aos membros do colegiado, existem as chefias de gabinete, assessorias e demais órgãos.

A sede principal fica no Rio de Janeiro, com sedes regionais em São Paulo e Brasília.

Algumas funções e objetivos da CVM

Garantir a segurança e os direitos dos investidores. Como dito acima, um emissor de um título pode tentar esconder alguma informação que, caso eminentemente conhecida, iria reduzir drasticamente o valor desse título. A CVM tenta, então, coibir esse tipo de comportamento. 

Assegurar o bom funcionamento do mercado. A CVM deve garantir a integridade do mercado de capitais, procurando punir aqueles que se valem de irregularidades.

Estimular a poupança. Se existe um mercado de capitais seguro, a tendência é que o número de investidores aumente. Isso aumenta o volume de poupança existente na economia e contribui, assim, para o desenvolvimento do país.

Estimular a concorrência. Um mercado financeiro monopolizado traz muitos prejuízos para a atividade econômica, pois as empresas e demais agentes produtivos acabam se tornando reféns, por exemplo, de taxas de juros abusivas oferecidas pela instituição financeira monopolizadora. Um mercado financeiro bem concorrido, em que há várias instituições financeiras e vários instrumentos e aplicações diferentes, inibe esse tipo de comportamento.

Punir golpes realizados por algum agente do mercado financeiro. Isso coíbe o comportamento fraudulento e aumenta a confiança na economia como um todo e no mercado financeiro em particular.

Facilitar o acesso ao mercado financeiro. Isso é feito através da redução das burocracias e mediante a facilitação do acesso por parte dos investidores às informações dos ativos negociados e das instituições emissoras. Por exemplo, graças a imposição da CVM, o investido pode consultar facilmente quais são as corretoras de valores que estão devidamente registradas e de acordo com as normas desta comissão.

Conclusão

Se a CVM cumprir bem o seu papel, haverá maior previsibilidade e transparência no mercado, facilitando a vida dos investidores e dando segurança na hora de comprar um ativo, pois o investidor sabe que a instituição emissora do ativo está sendo bem fiscalizada e que, portanto, não há grandes riscos de estar sendo enganado.

A CVM é fundamental para evitar fraudes, golpes, pirâmides financeiras e assim por diante. Por isso, é um elemento essencial do mercado de capitais brasileiro.

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O que é Certificado de Depósito Bancário (CDB)?

 

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. É um título de renda fixa que representa um empréstimo que você faz ao banco. O banco então lhe remunera com juros sobre o valor investido. Essa é uma forma do banco captar dinheiro dos investidores e emprestar para os tomadores de crédito.

Existem títulos de CDB de variados valores. Há títulos vendidos por menos de mil reais até títulos acima de trinta mil reais. Portanto, há CDBs para todas as preferências e comodidades.

Para investir em CDB, você deve ter conta em uma corretora ou banco de investimento que opere esse tipo de papel.

Risco e Rentabilidade

O risco dos CDBs é extremamente baixo, uma vez que esses títulos são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para valores de até R$250 mil por instituição bancária. Caso você queira investir mais que isso, o ideal é dividir o seu investimento entre duas ou mais instituições, uma vez que o limite de cobertura do FGC para cada CPF é de R$1 milhão.

As instituições menores geralmente oferecem os títulos mais rentáveis, pois elas possuem menor credibilidade em relação aos grandes bancos e, portanto, precisam pagar taxas melhores para atrair investidores.

Há três formas de rentabilidade quando se trata de CDBs:

  1. i) Pós-fixada: nesse caso você atrela o rendimento do ativo a alguma taxa usada como referência. Geralmente essa taxa é a SELIC ou o CDI. Nesse caso, você só descobre o rendimento exato do seu título no final do período.
  2. ii) Prefixada:  aqui, o rendimento do seu ativo já é conhecido desde o momento da aplicação. Independe de taxas de referência externas, como a taxa de inflação ou a SELIC

iii) Híbrida: como o nome sugere, é uma mistura da rentabilidade pós-fixada e da prefixada. A parte prefixada é uma taxa de juros específica (por exemplo, 10% ao ano), enquanto que a parte pós-fixada é algum índice de inflação, como o IPCA.

Incidência de impostos

É cobrado imposto de renda e o IOF sobre a rentabilidade do CDB, isto é, sobre a diferença entre o valor resgatado e o valor investido. A cobrança do IOF segue a tabela regressiva, que institui alíquotas que reduzem de acordo com o tempo, iniciado com alíquota de 96% e chegando a 0% após 30 dias. Ou seja, você só será taxado com IOF caso você resgate a aplicação antes de 30 dias. Passados esses 30 dias, não há mais cobrança de IOF quando você resgatar o título.

A cobrança do imposto de renda segue também a tabela regressiva. O IR é retirado direto da fonte, ou seja, você não precisa declarar o valor do CDB para a Receita.

A taxação segue o seguinte esquema: até 180 dias, a alíquota cobrada é de 22,5%. De 181 a 360 dias, a alíquota é de 20%. De 361 a 720 dias, 17,5%. Por fim, acima de 720 dias, a alíquota será de 15%.

Vantagens e Desvantagens

Uma vantagem do CDB é que sua rentabilidade é maior que a da poupança, podendo chegar ao dobro desta. Além disso, dependendo do tipo de CDB, há liquidez diária, isto é, esses títulos podem ser resgatados a qualquer momento, o que é importante para quem pode precisar do dinheiro antes do vencimento

Ademais, títulos de CDB possuem garantia do FGC, portanto possuem alta segurança. Caso o banco venha a falir, você pode ficar tranquilo que mesmo assim receberá o seu dinheiro aplicado.

Uma desvantagem do CDB é que ele é uma aplicação tributada. Há incidência do IR e, caso você mantenha seu investimento por menos de 30 dias, também do IOF.

Prazo de carência vs prazo de vencimento

Quando se aplica em CDBs, é importante ter em mente a diferença entre prazo de carência e prazo de vencimento. O prazo de carência é o prazo mínimo que você deverá deixar o seu dinheiro com o banco, sem possibilidade de retirada. Após esse prazo, você pode resgatar o seu dinheiro quando quiser.

Já o prazo de vencimento estipula o tempo que o banco ficará com o seu dinheiro. Após esse prazo, o banco lhe retornará o investimento acrescido do juro. Às vezes, não é permitido o resgate antes do prazo de vencimento.

É importante verificar quais são os prazos de carência e de vencimento do CDB antes de fazer a compra.

Conclusão

Se você quer investir em um ativo de renda fixa de baixo risco e boa rentabilidade, certamente os CDBs são uma ótima alternativa.

Esse tipo de ativo pode ser uma boa escolha tanto para quem quer aplicar no curto prazo, através de CDBs de liquidez diária, quanto para quem quer aplicar no longo prazo, escolhendo um título com vencimento longínquo.

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Entenda o que são derivativos

Um derivativo é um ativo cujo valor é derivado do valor de um outro ativo subjacente, tal como ação, título, câmbio ou commodity. O comprador e o vendedor do ativo aceitam negociá-lo em datas e preços específicos. As negociações podem ser realizadas nas bolsas ou no mercado de balcão.

Por exemplo, ao negociar ouro futuro, você está negociando uma commodity que deriva seu valor do valor presente do ouro.

Derivativos exercem um papel importante no mundo moderno das finanças. Eles aumentam a eficiência do mercado, pois amortecem a mudança brusca no preço dos ativos. Eles permitem, por exemplo, aos produtores se proteger de uma queda brusca no preço do seu bem vendido através de hedges, como veremos abaixo.

Mas apesar das suas vantagens, os derivativos possuem elevados riscos. A sua natureza volátil e seu comportamento imprevisível podem trazer enormes perdas aos especuladores e instabilizar a economia, como ocorreu na recessão de 2008.

Funções dos derivativos

Há dois principais usos para derivativos:

Proteção (hedge): é o uso do derivativo com o objetivo de minimizar o risco em um mercado, isto é, a oscilação de preços em um sentido que prejudica o indivíduo. O hedge adquirido fixa o preço futuro de um ativo de modo a minimizar o seu risco.

Considere o exemplo de um produtor de soja. Uma queda no preço da soja é negativa para esse produtor, pois sua receita de venda de soja diminuirá. É do interesse desse agricultor que o preço da soja permaneça alto.

A soja estará pronta para a colheita e venda daqui a somente dois meses. Há muita insegurança por parte do agricultor sobre as condições de mercado do preço futuro da soja. E se na hora da venda o preço estiver a um preço muito baixo? O agricultor poderá então se proteger de futuras quedas no preço da soja através de um contrato derivativo. Ele pode negociar um contrato em que venderá a soja daqui dois meses em um preço determinado agora, como R$80 por saca. Desse modo, mesmo se o preço da saca daqui a dois meses estiver R$60 ou R$100, o agricultor ainda deverá vendê-la por R$80.

Quem aceitaria firmar um contrato de compra futura de soja por R$80, sendo que daqui dois meses o preço da soja poderia ser de R$60, de modo que esse indivíduo sairia ganhando bem mais se comprasse soja daqui a dois meses? Alguém que utiliza soja como insumo de seu bem produzido (um produtor de leite de soja, por exemplo). Da mesma forma que o produtor de soja pode estar receoso de que o preço futuro da soja esteja muito baixo, o produtor de leite de soja pode estar receoso de que o preço futuro da soja esteja muito alto, de modo que seus custos de produção aumentem muito. Para minimizar essa incerteza, o contrato é firmado, e assim as duas partes têm seu risco reduzido.

Especulação (alavancagem): é o uso do derivativo para aumentar o poder de retorno da aplicação. Você pode crer que o valor de determinada ação suba, ou que o preço do dólar caia. Desse modo, você pode firmar um contrato de compra ou venda futura de um ativo e assim sair lucrando. Você assume o risco da variação de preço do ativo em vista de obter lucro.

Por exemplo, você pode pensar que daqui a um mês o dólar estará R$5,10, então você pode fazer um contrato que lhe garanta a venda de dólares daqui a um mês por R$5,20. Assim, se sua crença se concretizar, daqui um mês você compra o dólar a R$5,20 e o vende a R$5,10, lucrando desse modo R$0,10 por cada dólar vendido.

Tipos de derivativos

Há quatro principais tipos de derivativos:

Termo: é um contrato entre duas partes para comprar/vender um ativo a um preço específico numa data futura específica, fixados no momento em que o contrato é firmado.

Suponha que o preço do barril do petróleo esteja sendo negociado neste momento a U$50. Um indivíduo acredita que o preço do barril estará sendo negociado daqui um mês a U$70. Então esse indivíduo pode firmar um contrato derivativo no mercado a termo com uma produtora de petróleo em que ele se compromete a comprar certa quantidade de barris daqui a um mês pelo valor de U$60. Dessa forma, se sua crença se concretizar, isto é, se o preço do barril de fato estiver U$70 daqui a um mês, este indivíduo poderá lucrar U$10 por cada barril de petróleo que ele comprou no mercado a termo, pois estará comprando o barril a U$60 e vendendo a U$70.

Futuro: é semelhante ao termo, porém com duas diferenças importantes. A primeira delas é que há ajustes diários dos compromissos. Os contratos se ajustam de acordo com as informações presentes e expectativas futuras do mercado.

A segunda diferença é que em mercados futuros é permitido que o contrato seja vendido antes do prazo de vencimento. Assim, mercados futuros possuem maior liquidez que mercados a termo.

Opção: é um contrato que concede o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo por um valor determinado em determinada data.

Suponha que exista um ativo sendo negociado no mercado a R$10, e você acredita que daqui um mês esse ativo será negociado a R$7. Então você pode fazer o seguinte: oferecer um real por ativo hoje para um indivíduo (chamemos de João) para ter a opção de vender esse ativo a R$9 daqui um mês para João. Se a sua crença se concretizar, isto é, se daqui um mês esse ativo estiver sendo negociado a R$7, então você pode comprar no mercado esse ativo ao preço vigente de R$7 e vendê-lo a R$9 para João. Dado que você firmou esse contrato dando R$1 por cada ativo, você sairá lucrando R$1 por ativo.

Mas por que João iria aceitar firmar esse contrato, já que ele possui a obrigação de comprar o ativo no preço estabelecido? Justamente por causa do R$1 que você oferece por cada ativo. Esse valor é chamado de prêmio.

Perceba que o mercado de opções é muito parecido com o mercado a termo. A diferença é que no caso do mercado de opções, aquele que comprou a opção (chamado de titular) não possui a obrigação de comprar ou vender o ativo pelo preço e na data estabelecidos no contrato, apenas o direito – embora quem vendeu a opção (chamado de lançador) é obrigado a comprar ou vender o ativo se o titular tiver interesse na compra/venda. Já no caso do mercado a termo, não há a opção de compra ou venda, mas sim a obrigação.

Swaps: é um contrato que promove a troca de rentabilidade entre dois ativos. O propósito dos swaps é diminuir o risco de ambas as partes.

Suponha uma empresa tenha feito um empréstimo em que ela precisa pagar uma taxa de juros variável. Essa taxa se encontra em 4% nesse momento. A empresa imagina que essa taxa irá subir futuramente. Ela pode fazer, então, um contrato em que paga uma taxa fixa de 5% para a outra parte negociante, de modo que essa outra parte tenha que pagar os juros variáveis. Essa outra parte, obviamente, crê que a taxa de juros não será maior que 5% ao longo do tempo de contrato, de modo que ela tenha vantagem com o negócio.

Conclusão

A criação dos mercados de derivativos trouxe mais estabilidade aos mercados e permitiu um avanço significativo nas economias, minimizando os riscos dos produtores, sobretudo produtores de commodities.

O mercado de derivativos é extremamente complexo, portanto é aconselhável para profissionais e indivíduos com experiência. Para negociar derivativos, você deve estar bastante a par das condições de mercado e suas expectativas devem estar alinhadas com a realidade. Caso contrário, os prejuízos podem superar em muito os ganhos.

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Qual a diferença de fundos multimercado pra fundos de ações?

Os fundos de multimercado unem estratégias de investimentos em ativos de renda fixa e de renda variável. Sendo assim, podem investir em ativos de diferentes mercados como câmbio, ações, títulos, e ainda utilizar derivativos tanto para alavancagem quanto para proteção da carteira.

Como fundos de investimento, os fundos multimercado possuem similaridades com os fundos de ações: são financiados por capital de investidores, em vez de empréstimos bancários ou outras fontes de capital; investem em títulos negociados na bolsa e o capital do fundo é administrado por gestores especializados.

No entanto, diferente de um fundo de ações, fundos multimercados possuem maior liberdade de gestão e geralmente buscam rendimentos mais consistentemente elevados. 

Enquanto um fundo de ações deve investir pelo menos 67% dos seu patrimônio em ativos de renda variável, um fundo multimercado não possui uma regra específica quanto a isso. Fica a critério do gestor do fundo decidir como será feita a alocação de recursos do seu portfólio.

Por possuir um gestor profissional responsável pela administração do fundo, podemos dizer que fundos multimercado são geridos de maneira ativa. Essa gestão de fundos multimercado é remunerada através de dois principais tipos de taxa: a taxa de administração e a taxa de performance.

A taxa de administração é a remuneração paga pela prestação de serviços de gestão e administração, podendo também ser destinada a remunerar os demais prestadores de serviço que operacionalizam o fundo de investimento.

Já a taxa de performance é cobrada apenas se a rentabilidade do fundo ultrapassar o indicador de referência (geralmente chamado de benchmark), que pode ser o CDI, Índice Bovespa, entre outros.

Da mesma forma que os fundos multimercado se destacam por sua diversidade de ativos, pode-se encontrar fundos multimercados com as mais diferentes estratégias.  Enquanto alguns multimercados dão preferência a ativos de menor risco na composição de sua carteira como, por exemplo, ativos de renda fixa, outros preferem arriscar um pouco mais para obter melhores retornos.

Por conta dessa diversidade a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) criou uma classificação que agrupa os fundos multimercado de acordo com suas principais características.

Essa classificação é separada em três grupos: alocação, estratégia e investimento no exterior. Estes, por sua vez, têm algumas subdivisões que se diferenciam entre si. 

O grupo de alocação busca retorno no longo prazo por meio de investimentos em diversas classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio etc.), incluindo cotas de fundos de investimento. Neste, há duas subdivisões: balanceados e dinâmicos.

Os fundos de alocação balanceados possuem estratégia de alocação predeterminada, devendo especificar previamente e de forma bem explícita em quais classes de ativos o gestor irá investir, incluindo deslocamentos táticos e/ou políticas de rebalanceamento explícitas. Não permitem alavancagem.

Já os dinâmicos possuem estratégia de alocação de ativos sem o comprometimento de ter uma estratégia explícita predeterminada. Portanto, a distribuição do dinheiro é flexível e pode mudar de acordo com as condições de mercado. Permitem alavancagem. 

Os fundos que pertecem ao segundo grupo, estratégia, obedecem às regras de estratégias que podem ser adotadas pelo gestor. Deve-se verificar qual estratégia o fundo se baseia para entender se é coerente com os seus objetivos.  Neste, há várias subdivisões: Macro, Trading, Long and Short Direcional, Long and Short Direcional Neutro, Juros e Moeda, Livre, Capital Protegido e Estratégia Específica.

Na estratégia de macro há a operação em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.) e define as diretrizes de investimentos com base em avaliações de cenários macroeconômicos de médio e longo prazo.

A trading realiza operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.) explorando oportunidades de ganhos a partir de movimentos de curto prazo nos preços dos ativos.

Long and short direcional opera ações e derivativos no mercado de renda variável, montando posições compradas (long) e vendidas (short), as posições compradas podem ser maiores que as vendidas e vice-versa.

Long and short neutro também monta posições compradas e vendidas com ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável. A diferença entre esta e a operação direcional é que a exposição desses fundos no mercado é neutra. Ou seja, a posição vendida e a posição comprada terão os mesmos valores e parâmetros de aposta, o que neutraliza o investidor, ficando menos exposto à oscilação do mercado. O objetivo é manter a exposição financeira líquida limitada a 5%.

Juros e moeda busca retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira. Não investem em renda variável.

Fundos classificados de estratégia livre não possuem compromisso de concentração em nenhuma estratégia específica, possuindo uma variedade de possibilidades. Essa categoria costuma ser uma das que têm maior volume de investimentos entre todos os multimercados.

Na estratégia capital protegido o fundo busca retornos em mercados de risco, porém visando proteger parte ou a totalidade do principal investido. Dessa forma, se houver perdas no investimento do fundo, pode-se recuperar um percentual predefinido ou a totalidade dos recursos que investiram.

Por fim, na estratégia específica é adotada uma estratégia de investimento que implica riscos específicos, tais como commodities ou futuros de índices.

O último grupo da classificação é o de investimento no exterior. Para um fundo multimercado receber essa classificação, deve-se investir pelo menos 40% do patrimônio líquido em ativos financeiros no exterior. Também são uma das maiores categorias de fundos multimercados. Esta categoria não possui subdivisões.

Em termos de risco, fundos multimercados são, em geral, considerados moderados ou agressivos. Porém, alguns fundos, como os classificados como Juros e Moedas (que não investem em renda variável), são de baixo risco, sendo considerados conservadores.

Assim, os fatores de risco dos multimercados estão ligados aos ativos que compõem suas carteiras. Por exemplo, fundos que investem mais em renda fixa estão mais sujeitos ao risco de calote desses títulos.

O investidor deve se atentar ao risco de volatilidade e oscilação de preços. O uso de alavancagem, fim e maximizar os ganhos, também influencia diretamente no grau de risco de um fundo multimercado.

Por isso, antes de você escolher um fundo multimercado para investir, sempre verifique os riscos aos quais o fundo está exposto a partir da estratégia utilizada por cada fundo.

Se tratando da liquidez, deve-se atentar ao fato de que fundos multimercados podem ter regras bem específicas e diferentes de outros tipos de fundos quando se diz respeito ao saque. Não é raro, por exemplo, que prevejam um prazo de carência.

Os documentos do fundo precisam especificar qual é a data de conversão, além da data de pagamento, isto é, quando os recursos serão efetivamente disponibilizados ao investidor. 

Os prazos para saque podem variar bastante. Há fundos que pagam o investidor poucos dias após o pedido de resgate, apresentando alta liquidez. Outros só disponibilizam os recursos muito tempo depois do pedido de resgate. Podendo chegar a 30, 60, 90 ou, até mesmo, acima de 180 dias.

Em razão disso, quem investe nesse tipo de fundo deve saber a respeito do prazo para resgate e ter outras aplicações financeiras de alta liquidez para atender às suas necessidades mais imediatas. 

Muitos investidores podem encontrar dificuldades em montar uma carteira de investimentos ou sofrer com a falta de tempo para analisar ativos ou simplesmente acompanhar o portfólio. Assim, os fundos multimercados podem ser uma opção a ser considerada, uma vez que gera praticidade ao investidor, e permitem diversificar a carteira por meio de uma única aplicação.

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